<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8496694231308794946</id><updated>2011-10-06T13:27:38.594-07:00</updated><title type='text'>Folha - XVII - Na escrivaninha com o autor</title><subtitle type='html'>Este blog foi criado para proporcionar aos leitores das minhas diversas assinaturas, uma interactividade em relação ao que divulgo como trabalho poético e; a poesia como arte.

Nele, cada qual – desde que identificado - pode interrogar, criticar, solicitar e propor ideias ou soluções, no que respeita aos temas definidos nos respectivos blogs. 

Editarei outros cuidados se a ocasião se apresentar.

Fernando Oliveira</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amesacomoautor.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8496694231308794946/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amesacomoautor.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8496694231308794946.post-6382001846948682388</id><published>2009-03-20T16:19:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T16:20:50.761-07:00</updated><title type='text'>ode para a mulher madura</title><content type='html'>oh... almas encarriladas.. que gritais nos arcaboiços surdos&lt;br /&gt;néscios remos.. lenhos.. que deslizam em oceanos mudos&lt;br /&gt;o soterramento prematuro.. das malditas asas.. sem esferas&lt;br /&gt;que vos mantém suspensas.. sem guia.. entre duas atmosferas&lt;br /&gt;belzebu já não negocia.. morreu no paço.. o fogo é sorrateiro&lt;br /&gt;a cada uma.. de criar um novo inferno.. impetuoso e arteiro &lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;oh... corpos famintos.. que minguais nos rastos dos avos&lt;br /&gt;desanexadas.. nas masmorras tabuleiros.. sem conchavos&lt;br /&gt;tantos gemidos maduros.. semeiam os espaços viúvos&lt;br /&gt;de amamento.. os peitos ficaram infecundos de uivos&lt;br /&gt;tanto arfar leva o vento.. as vindimas assobiam castas novas&lt;br /&gt;que esbarram nos ventres.. despenhadeiros sem as covas &lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;nos cestos castos.. só pedras... que o lagar não pode pisar&lt;br /&gt;os cachos desmaiados.. penitentes.. com médão do avinhar&lt;br /&gt;as cantigas.. que pendem dos vossos peitilhos pirrónicos&lt;br /&gt;são partições sem sinónimos.. currais de espectáculos cónicos&lt;br /&gt;sem revolta.. afónicas.. retraio.. aflição.. audição fantasiosa&lt;br /&gt;pernoitada na divisória próspera.. mais leviana e gulosa &lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;e os olhos que viajam.. viajam.. para o almejado contento&lt;br /&gt;as pernas recuam.. recuam.. recuam.. fugindo do sustento&lt;br /&gt;as vossas filhas.. sugaram os vossos requisitos tentadores&lt;br /&gt;as roupas são agora.. florilégios.. albufeiras de amores &lt;br /&gt;comeram as vossas mestrias... beberam a seiva gorda&lt;br /&gt;esperneiam nos vossos espelhos.. cozinhada açorda &lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;com esgares esparramados nos montículos soerguidos&lt;br /&gt;e telegramas amontoados na órbita dos alaridos&lt;br /&gt;as princesas enterram as rainhas.. no baixel do bacanal&lt;br /&gt;apenas uma coroa esbanjada.. nem uma noticia no jornal&lt;br /&gt;ouro velho.. debaixo da cama.. ímpeto combalido&lt;br /&gt;o secular governa.. o reino aboloreceu no tímpano ferido &lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;revoltem a natureza.. os trapos envelhecem no coradouro&lt;br /&gt;sem marcas de amor.. ruço esparzir açaimado.. no bambo couro&lt;br /&gt;as esquinas do templo.. são ilustrações fantasmagóricas&lt;br /&gt;que anestesiam os impulsos.. e historiam efígies alegóricas&lt;br /&gt;amarradas por cangas.. tecidas no arcaísmo dos profetas&lt;br /&gt;oh... barrigas vazias de calcos.. de afagos maldosos e estetas&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;já não desbarrigam paraísos.. mas juízos incultos e pardos&lt;br /&gt;fugindo da luxúria.. abeiram-se com os beiços enfatuados&lt;br /&gt;molduras ejaculadas.. nas bermas vergonhosas.. que o mato esconde&lt;br /&gt;um olho inquiridor.. circunda o monte.. mas ninguém responde&lt;br /&gt;esposas do travesseiro.. folhoso alabastro.. que colhe dos olhos a tinta&lt;br /&gt;escrevem sibilinamente nos lençóis.. jogos bombásticos de finta &lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;noivas do divino.. na fileira de espera.. a morte é o coito final&lt;br /&gt;que gosto desleal.. que engano mavioso.. no abastardo celestial&lt;br /&gt;pulsam ainda réstias de mulher.. que coletes muros amansam&lt;br /&gt;até ao desabe.. nas ruínas laureadas.. os sorrisos mornos descansam&lt;br /&gt;os braços que nada apertam.. sim... miragens... e ventos tediosos&lt;br /&gt;que afastam a chuva de ecos flóreos.. e cabelos raivosos &lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;o medo da bebedeira.. a falta de rega faz secar a raiz da parreira&lt;br /&gt;e as folhas caem uma a uma.. na despovoada e inválida esteira&lt;br /&gt;já não há leitura.. na mesa dos comensais.. a ceia está fria&lt;br /&gt;ainda subsiste uma migalha quente.. convite de teimosa cria&lt;br /&gt;mas.. estilhaça-se o copo.. no corpo forjado de curvas alheadas&lt;br /&gt;e o vinho é servido.. gota a gota.. em folhas desacreditadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ferool&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Em fase de nova formatação...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8496694231308794946-6382001846948682388?l=amesacomoautor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amesacomoautor.blogspot.com/feeds/6382001846948682388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8496694231308794946&amp;postID=6382001846948682388&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8496694231308794946/posts/default/6382001846948682388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8496694231308794946/posts/default/6382001846948682388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amesacomoautor.blogspot.com/2009/03/ode-para-mulher-madura.html' title='ode para a mulher madura'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8496694231308794946.post-8971538471676113349</id><published>2009-02-14T23:18:00.001-08:00</published><updated>2009-04-20T23:00:45.387-07:00</updated><title type='text'>A besta acordou o homem</title><content type='html'>PS: Os meus trabalhos tem as seguintes assinaturas: &lt;strong&gt;Fernando Oliveira, Antanho Esteve Calado, Ferool e Montefrio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem levanta a mão prestes a abater-se sobre a mulher&lt;br /&gt;Esta olha a mão pesada, nela nada sabe ler, suplica consenso&lt;br /&gt;Será ferimento ou morte? O que o gesto vai trazer&lt;br /&gt;A violência abate-se e a interrogação fica em suspenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum lamento sai da sua garganta, só um ríctus de tristeza e um esgar de estupor&lt;br /&gt;E o sangue que brota da boca outrora bela e desejada&lt;br /&gt;Os olhos tacanhos requerem uma pausa ao agressor&lt;br /&gt;Mas o bruto repele o mendigar da sua amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher sente um frio triste de criança, abandonada pela defesa&lt;br /&gt;Num gesto natural anicha-se no chão na postura do embrião&lt;br /&gt;Renuncia no canto, que pensa ser o seio matricial, aos trunfos que lhe deve a natureza&lt;br /&gt;E abandona-se ao furor daquele que lhe ganhara o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos aproximam-se como tenazes, para extraírem do rosto os restos de vida&lt;br /&gt;A mulher já não é, senão uma criatura regressiva&lt;br /&gt;No olhar vazio de futuros, desfilam extractos dos tempos de ternura&lt;br /&gt;Natureza morta, cobaia de artistas adormecidos, em tela caída&lt;br /&gt;Braços dormentes, que cobrem ainda uma cabeleira expressiva&lt;br /&gt;Boca despida de gritos, de lábios derribados pela tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pancadas caiem cadenciadas, o esposo é um animal feroz&lt;br /&gt;Até que o cérebro da infeliz mais não possa resistir&lt;br /&gt;A algazarra retira-se, poisa-se no silêncio dos rameiros&lt;br /&gt;Uma música medonha sai das entranhas do algoz&lt;br /&gt;As bestas agoiram nos restolhos, o tempo suspende o seu porvir&lt;br /&gt;E as flores retraem-se medrosas, murcham-se nos canteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem apagou a união sagrada, os estatutos sociais já não valem nada&lt;br /&gt;Os contratos arderam na exaltação da animalidade ressurgida&lt;br /&gt;Os sociólogos fazem resumos, os poetas fogem pela calada&lt;br /&gt;E as seitas filosofadas fazem analises e fotografam a vida destruída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem olha as mãos assassinas outrora ninhos de afago&lt;br /&gt;Mãos que riscaram o amor num quadro desolado de agrura&lt;br /&gt;De gestos irracionais que expungiram uma vida num trago&lt;br /&gt;Que nasceram da razão e acabaram na loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem não mais será bem-vindo à cidade da tolerância&lt;br /&gt;Para seu castigo verá no fundo do seu poiso, estúpido e nauseabundo&lt;br /&gt;O filme dum amor terno nascido em bela infância&lt;br /&gt;Até que a misericórdia o retire deste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antanho Esteve Calado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8496694231308794946-8971538471676113349?l=amesacomoautor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amesacomoautor.blogspot.com/feeds/8971538471676113349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8496694231308794946&amp;postID=8971538471676113349&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8496694231308794946/posts/default/8971538471676113349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8496694231308794946/posts/default/8971538471676113349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amesacomoautor.blogspot.com/2009/02/bem-vindos-as.html' title='A besta acordou o homem'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry></feed>
